
Os Bufalos de Belém podem se unir ao Amazon
Está em negociação a união das duas associações – Associação Desportiva Bufalos do Beisebol e Amazon Country Clube – para a o surgimento do que seria "O Amazon Bufalos".
Cleyton Belmiro
Página dedicada ao Beisebol Paraense



Distância que separa Belém de Manaus é de 5.298 km,e o acesso se dá somente por ar ou via fluvial, no entanto o time de manaus tem comparecido a competições no Estado do Pará regularmente.
É de se compreender que muitos jogadores do time de manaus, por serem paraenses, aproveitam a oportunidade para rever os amigos e parentes, e é fato que o beisebol no Brasil está indissociavelmente atrelado à colônia japonesa, e nesse sentido, esse esporte se torna um meio de unir e confraternizar os descendentes de japoneses da Amazonia legal.
Todavia, penso, que apesar do amadorismo que reveste o esporte atualmente no Brasil, é realmente inexplicável que o time de Manaus jamais tenha cruzado a fronteira com a Venezuela (num feriadão prolongado por exemplo), com acesso por terra (boa estrada) e muito mais perto do Amazonas que o Pará, para jogar no país do beisebol.
Com um nível técnico bastante avançado, os venezuelanos tem o beisebol como esporte principal de seu país, e teriam muito a contribuir com o beisebol do Amazonas.
Nós da Amazônia estamos realmente muito afastados do centro do Beisebol nacional (centro-sul) pelas grandes distâncias de nosso país continente, o que de certa forma nos isola e obsta um melhoramento no nível técnico de nossos jogadores, por outro lado estamos perto do país mais aficcionado pelo beisebol em toda a américa do Sul, com grades nomes na Major League como Miguel Cabrera, Alex Cabrera, Ruben Quebedo, Clemente Alvarez e vários outros, portanto temos que começar a nos beneficiar desta vantagem.
É realmente estranho que o time da Manaus não jogue com uniformes de excelente qualidade vendidos por até mesmo por ambulantes na fronteira do Brasil com a terra do Petróleo menos da metade do preço dos uniformes vendidos no Brasil. Sem contar que na Venezuela encontra-se uma das maiores fábricas da América latina de artigos desportivos para beisebol e softbol, que produz luvas, bolas etc.. de ótima qualidade também a um preço bem menor que o dos equipamentos vendidos no Brasil.
Seria bom que os nossos irmãos manauaras começassem a pensar a respeito desse intercãmbio (trazer técnicos, realizar oficinas e jogos amistosos etc..), que penso eu, por razões óbvias, só contribuiria para o crescimento e amadurecimento do beisebol em nossa região e para, num futuro não muito distante deslocar um pouco a centralização do beisebol no Brasil.
