Thursday, June 08, 2006

Os Bufalos de Belém podem se unir ao Amazon



Os Bufalos de Belém podem se unir ao Amazon

Está em negociação a união das duas associações – Associação Desportiva Bufalos do Beisebol e Amazon Country Clube – para a o surgimento do que seria "O Amazon Bufalos".
O presidente dos Bufalos está negociando diretamente com a diretoria do Amazon, através de seu presidente, Sr.Alencar, para concretizar a intenção de unir os dois clubes.
O Beisebol de Belém do Pará é considerado um dos mais fracos do estado, e vem colhendo ultimamente resultados inexpressivos nos campeonatos estaduais e regionais, ficando sempre atrás dos clubes do interior do estado. A união das duas associações, em tese, fortificaria o beisebol da capital do Pará, uma vez que reuniria todos os atletas do beisebol em uma só equipe de Belém.
O Amazon e os Bufalos já vem "namorando" há algum tempo, pois os Bufalos já treinam no campo do Amazon em conjunto com os atletas dessa instituição há mais de 1 mês, enquanto os termos de fusão das associações vem sendo elaborados.
O presidente dos Bufalos, Sr Renzo Freire Mártires, está animado com a possibilidade e disse que vê grandes possibilidades caso essa venha a se concretizar. Os Bufalos apresentaram à diretoria do Amazon um plano de revitalização do beisebol para Belém, que inclui uma série de ações objetivando o fortalecimento do esporte, como a adoção de uma parceria com uma instituição renomada no ensino de língua inglesa de Belém para trazer seus alunos para a prática do beisebol. No entanto, o plano de união das duas associações tem esbarrado em alguns obstáculos, como adoção do nome "Bufalos do Amazon" e o valor das mensalidades a ser cobrado pelo Amazon, por conta da utilização de sua estrutura, pontos que estão em negociação e que devem ser resolvidos em breve.
Portanto, não se espantem se em breve começarem a ouvir falar nos Bufalos do Amazon, nome que, em minha opinião, ficou extremamente charmoso.

Cleyton Belmiro

Termos Beisebolísticos




Termos Beisebolísticos.

Entre outras coisas, como custo dos equipamentos, falta de divulgação e mesmo a complexidade inerente ao esporte, a assimilação do beisebol no Brasil se torna ainda mais difícil pelos termos relacionados ao esporte. São termos em inglês pronunciados com sotaque japonês, que se misturam a termos em português, causando uma confusão na cabeça daqueles que se deparam com o esporte pela primeira vez.
Posso dizer isso "de cadeira" pois em nosso time temos jogadores americanos, venezuelanos, cubanos, brasileiros, nisseis e panamenhos, a comunicação tem tropeçado em terminações que criam histórias interessantes, pra não dizer, em muitas oportunidades engraçadas.
Vejamos alguns termos:

Guante – Glove – Luva – Gurobo
Pelota – ball – bola – Boru
Doble Play – queimada dupla - getsu (deve ser de get two, pegar dois em inglês)
Kai – inning – entrada
Mascara – careta - men
Jardineiro central – center field – Senta. (de onde tiraram esse jardineiro afinal!?)
Goró – ground ball – bola quicando
In field – gaya, outfield naya

E por aí vai... Nesse panorama somente o strike é sempre strike. Pelo menos alguma coisa!Se formos analisar, essa importação de termos é normal, vejamos o caso do futebol, onde os termos em inglês acabaram sendo "abrasileirados": Goal, Penalte, porém o beisebol sofre com uma infinidade de termos, alguns que sequer se prestam à tradução.Quem joga beisebol e assiste a algum filme americano dublado na televisão, onde apareça uma narração de um jogo, entende o que eu estou falando.
De qualquer forma, esse é um processo normal pelo qual passam as palavras estrangeiras antes de serem incorporadas ao português.
Mais interessante seria se levássemos a tradução ao pé da letra a sério como fazem nossos patrícios portugueses:Home seria casa
Shortstop seria o paradacurta (já pensou a encarnação)
Catcher ia ser o pegador (coitado desse)
Homerun seria a corrida pra casa
Não acho que seria muito apropriado.
Pra concluir, penso que no fim a tendência japonesa vai ditar as regras da adaptação dos termos "não traduzíveis" para o português:
Vamos chamar, out de auto e homerun de romuram mesmo
Viva o Baseball, beisbol, yakiyu, beisebol, basebola ou seja lá como queiram!

Venezuela; O País do Beisbol a um passo de Manaus.


Venezuela; O País do Beisbol a um passo de Manaus.

Distância que separa Belém de Manaus é de 5.298 km,e o acesso se dá somente por ar ou via fluvial, no entanto o time de manaus tem comparecido a competições no Estado do Pará regularmente.
É de se compreender que muitos jogadores do time de manaus, por serem paraenses, aproveitam a oportunidade para rever os amigos e parentes, e é fato que o beisebol no Brasil está indissociavelmente atrelado à colônia japonesa, e nesse sentido, esse esporte se torna um meio de unir e confraternizar os descendentes de japoneses da Amazonia legal.
Todavia, penso, que apesar do amadorismo que reveste o esporte atualmente no Brasil, é realmente inexplicável que o time de Manaus jamais tenha cruzado a fronteira com a Venezuela (num feriadão prolongado por exemplo), com acesso por terra (boa estrada) e muito mais perto do Amazonas que o Pará, para jogar no país do beisebol.
Com um nível técnico bastante avançado, os venezuelanos tem o beisebol como esporte principal de seu país, e teriam muito a contribuir com o beisebol do Amazonas.
Nós da Amazônia estamos realmente muito afastados do centro do Beisebol nacional (centro-sul) pelas grandes distâncias de nosso país continente, o que de certa forma nos isola e obsta um melhoramento no nível técnico de nossos jogadores, por outro lado estamos perto do país mais aficcionado pelo beisebol em toda a américa do Sul, com grades nomes na Major League como Miguel Cabrera, Alex Cabrera, Ruben Quebedo, Clemente Alvarez e vários outros, portanto temos que começar a nos beneficiar desta vantagem.
É realmente estranho que o time da Manaus não jogue com uniformes de excelente qualidade vendidos por até mesmo por ambulantes na fronteira do Brasil com a terra do Petróleo menos da metade do preço dos uniformes vendidos no Brasil. Sem contar que na Venezuela encontra-se uma das maiores fábricas da América latina de artigos desportivos para beisebol e softbol, que produz luvas, bolas etc.. de ótima qualidade também a um preço bem menor que o dos equipamentos vendidos no Brasil.
Seria bom que os nossos irmãos manauaras começassem a pensar a respeito desse intercãmbio (trazer técnicos, realizar oficinas e jogos amistosos etc..), que penso eu, por razões óbvias, só contribuiria para o crescimento e amadurecimento do beisebol em nossa região e para, num futuro não muito distante deslocar um pouco a centralização do beisebol no Brasil.

Editorial


EDITORIAL

O Base e Bola nasceu em fevereiro de 2006, como um panfleto desportivo para divulgar o beisebol e softbol paraenses, objetivando assim contribuir com a popularização do esporte em nosso estado.
Todavia, com o passar do tempo resolvemos ampliar a discussão para o âmbito nacional, impulsinados pelo crescente interesse que o esporte vem despertando nos brasileiros que estão além das fronteiras do Pará, e ainda motivados com o surgimento de novos times e atletas que se utilizam da rede para converger seus interesses em praticar o beisebol e softbol.

Criamos então essa página que tem por objetivo informar e discutir o beisebol nacional em todos os seus aspectos.

Apesar de este ser um periódico em sua essência esportivo, achamos interessante ir além da divulgação de resultados de competições, e adentrar os bastidores do Beisebol e do Softbol para contar histórias que venham interessar, não somente aos fãs e atletas do esporte, mas ao público em geral, objetivando assim somar para a democratização, disseminação e desenvolvimento do Esporte dos bastões no país do futebol.


Renzo Mártires