Monday, July 17, 2006
Saturday, July 15, 2006
CONTINUA....
Thursday, June 08, 2006
Os Bufalos de Belém podem se unir ao Amazon

Os Bufalos de Belém podem se unir ao Amazon
Está em negociação a união das duas associações – Associação Desportiva Bufalos do Beisebol e Amazon Country Clube – para a o surgimento do que seria "O Amazon Bufalos".
Cleyton Belmiro
Termos Beisebolísticos

Termos Beisebolísticos.
Entre outras coisas, como custo dos equipamentos, falta de divulgação e mesmo a complexidade inerente ao esporte, a assimilação do beisebol no Brasil se torna ainda mais difícil pelos termos relacionados ao esporte. São termos em inglês pronunciados com sotaque japonês, que se misturam a termos em português, causando uma confusão na cabeça daqueles que se deparam com o esporte pela primeira vez.
Posso dizer isso "de cadeira" pois em nosso time temos jogadores americanos, venezuelanos, cubanos, brasileiros, nisseis e panamenhos, a comunicação tem tropeçado em terminações que criam histórias interessantes, pra não dizer, em muitas oportunidades engraçadas.
Vejamos alguns termos:
Guante – Glove – Luva – Gurobo
Pelota – ball – bola – Boru
Doble Play – queimada dupla - getsu (deve ser de get two, pegar dois em inglês)
Kai – inning – entrada
Mascara – careta - men
Jardineiro central – center field – Senta. (de onde tiraram esse jardineiro afinal!?)
Goró – ground ball – bola quicando
In field – gaya, outfield naya
E por aí vai... Nesse panorama somente o strike é sempre strike. Pelo menos alguma coisa!Se formos analisar, essa importação de termos é normal, vejamos o caso do futebol, onde os termos em inglês acabaram sendo "abrasileirados": Goal, Penalte, porém o beisebol sofre com uma infinidade de termos, alguns que sequer se prestam à tradução.Quem joga beisebol e assiste a algum filme americano dublado na televisão, onde apareça uma narração de um jogo, entende o que eu estou falando.
De qualquer forma, esse é um processo normal pelo qual passam as palavras estrangeiras antes de serem incorporadas ao português.
Mais interessante seria se levássemos a tradução ao pé da letra a sério como fazem nossos patrícios portugueses:Home seria casa
Shortstop seria o paradacurta (já pensou a encarnação)
Catcher ia ser o pegador (coitado desse)
Homerun seria a corrida pra casa
Não acho que seria muito apropriado.
Pra concluir, penso que no fim a tendência japonesa vai ditar as regras da adaptação dos termos "não traduzíveis" para o português:
Vamos chamar, out de auto e homerun de romuram mesmo
Viva o Baseball, beisbol, yakiyu, beisebol, basebola ou seja lá como queiram!
Venezuela; O País do Beisbol a um passo de Manaus.

Distância que separa Belém de Manaus é de 5.298 km,e o acesso se dá somente por ar ou via fluvial, no entanto o time de manaus tem comparecido a competições no Estado do Pará regularmente.
É de se compreender que muitos jogadores do time de manaus, por serem paraenses, aproveitam a oportunidade para rever os amigos e parentes, e é fato que o beisebol no Brasil está indissociavelmente atrelado à colônia japonesa, e nesse sentido, esse esporte se torna um meio de unir e confraternizar os descendentes de japoneses da Amazonia legal.
Todavia, penso, que apesar do amadorismo que reveste o esporte atualmente no Brasil, é realmente inexplicável que o time de Manaus jamais tenha cruzado a fronteira com a Venezuela (num feriadão prolongado por exemplo), com acesso por terra (boa estrada) e muito mais perto do Amazonas que o Pará, para jogar no país do beisebol.
Com um nível técnico bastante avançado, os venezuelanos tem o beisebol como esporte principal de seu país, e teriam muito a contribuir com o beisebol do Amazonas.
Nós da Amazônia estamos realmente muito afastados do centro do Beisebol nacional (centro-sul) pelas grandes distâncias de nosso país continente, o que de certa forma nos isola e obsta um melhoramento no nível técnico de nossos jogadores, por outro lado estamos perto do país mais aficcionado pelo beisebol em toda a américa do Sul, com grades nomes na Major League como Miguel Cabrera, Alex Cabrera, Ruben Quebedo, Clemente Alvarez e vários outros, portanto temos que começar a nos beneficiar desta vantagem.
É realmente estranho que o time da Manaus não jogue com uniformes de excelente qualidade vendidos por até mesmo por ambulantes na fronteira do Brasil com a terra do Petróleo menos da metade do preço dos uniformes vendidos no Brasil. Sem contar que na Venezuela encontra-se uma das maiores fábricas da América latina de artigos desportivos para beisebol e softbol, que produz luvas, bolas etc.. de ótima qualidade também a um preço bem menor que o dos equipamentos vendidos no Brasil.
Seria bom que os nossos irmãos manauaras começassem a pensar a respeito desse intercãmbio (trazer técnicos, realizar oficinas e jogos amistosos etc..), que penso eu, por razões óbvias, só contribuiria para o crescimento e amadurecimento do beisebol em nossa região e para, num futuro não muito distante deslocar um pouco a centralização do beisebol no Brasil.
Editorial

EDITORIAL
O Base e Bola nasceu em fevereiro de 2006, como um panfleto desportivo para divulgar o beisebol e softbol paraenses, objetivando assim contribuir com a popularização do esporte em nosso estado.
Todavia, com o passar do tempo resolvemos ampliar a discussão para o âmbito nacional, impulsinados pelo crescente interesse que o esporte vem despertando nos brasileiros que estão além das fronteiras do Pará, e ainda motivados com o surgimento de novos times e atletas que se utilizam da rede para converger seus interesses em praticar o beisebol e softbol.
Criamos então essa página que tem por objetivo informar e discutir o beisebol nacional em todos os seus aspectos.
Apesar de este ser um periódico em sua essência esportivo, achamos interessante ir além da divulgação de resultados de competições, e adentrar os bastidores do Beisebol e do Softbol para contar histórias que venham interessar, não somente aos fãs e atletas do esporte, mas ao público em geral, objetivando assim somar para a democratização, disseminação e desenvolvimento do Esporte dos bastões no país do futebol.
Renzo Mártires



